Foi aí que, nesse dia gelado da capital, acordei tentada a escrever. Não porque me apareceu uma inspiração em sonho, mas pela necessidade de dar vida a fantasia que vive em mim sem cindir com a realidade, claro.
O melhor texto? Em definitivo, não. O importante é que, diante de minha agonia, consegui retomar o meu projeto de livro.
Só pra pontuar, porque foi uma pequena evolução causada por revoluções inside my skin.
arte, cultura, baboseiras, relíquias por aí. saber o que é não importa, só é preciso mexer.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Loucura wireless
Terminaram porque não havia mais o que seguir e de agora em diante eram os dois dissonantes.
*Toda aquela lenga-lenga sentimental desinteressante*
Eram mesmo mais do mesmo, vaidade neurótica permitindo o follow-up de fim de relacionamento. E nesses tempos de tecnologia avançada, qualquer livrinho de rosto ajudava. Um deles, não se sabe quem, desconectou-se do outro. Não somos mais amigos virtuais, toma essa, cara pálida, mas esqueceu-se de alterar as configurações de privacidade.
Não deixaram de ter amigos em comum - virtuais ou físicos, matemáticos, humanos - e nem se atreviam a perguntar um do outro, de modo a tornar a web rotina fácil de se diagnosticar:
Amig@ publica - Ela comenta - Ele lê - Pausa - Amig@ publica - Ele comenta - Ela lê - Pausa - Amig@ publica - Ele comenta - Ela lê - Pausa - Amig@ publica - Ela comenta - Ele lê - Pausa - Amig@ publica - Ela comenta - Ele comenta - Pausa - Amig@ publica - Ele comenta - Ela comenta - Pausa - Amig@ publica - Ele comenta - Ela comenta - Pausa [...]
Ninguém se fala, todos se leem, fazem-se notar. Hey-hey-hey, I can't get no satisfaction se você não olhar pra mim, todos querem os ex aos seus pés. EX significa que já foi, ué, quem liga?
E nosso casal tema se gabando por aí de sua peculiar maturidade ao terminar a paixão; esquecendo que sem ela só lhes sobrara a loucura.
Sem fio, claro.
*Toda aquela lenga-lenga sentimental desinteressante*
Eram mesmo mais do mesmo, vaidade neurótica permitindo o follow-up de fim de relacionamento. E nesses tempos de tecnologia avançada, qualquer livrinho de rosto ajudava. Um deles, não se sabe quem, desconectou-se do outro. Não somos mais amigos virtuais, toma essa, cara pálida, mas esqueceu-se de alterar as configurações de privacidade.
Não deixaram de ter amigos em comum - virtuais ou físicos, matemáticos, humanos - e nem se atreviam a perguntar um do outro, de modo a tornar a web rotina fácil de se diagnosticar:
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E nosso casal tema se gabando por aí de sua peculiar maturidade ao terminar a paixão; esquecendo que sem ela só lhes sobrara a loucura.
Sem fio, claro.
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