domingo, 21 de abril de 2013

abre e envolve


por tanto medo
só me chega poesia fria
poesia nua
sem brilho, sem metáfora
só me vem palavras cinzas
contrastar com a memória
destes coloridos dias
quando o tempo se apertou
e me escorregou das mãos

por tanto medo
pergunto se te cansas
se me esqueces
se te manchas
ou se te mantém só meu
te falo inseguranças
sabendo que o aperto,
coração ciumento,
só quem cuida sou eu

tanto medo
de braços dados com tanto sentimento
que não sei dar vazão

tanto medo
vivo, preenche o peito,
de perder outra paixão

domingo, 14 de abril de 2013

Bolsa, dinheiro e escrita

nos átrios dos prédios,
meio dos espaços da cidade
pequenez preenchendo a angústia.

esmagada pela alta velocidade
resido estanque no tráfego
buscando a lonjura apertada
entre o sonho e o prazo estourado