Guardo mais consciência da liquidez das coisas
não sei se chamo mesmo consciência
um jeito novo e meio velho de enxergar a vida
ou o fechar de olhos e abrir
destapamento inconsciente de poros e veias
ou só um escape de deixa-la fluir
Guardo, aquieto ou desfaço
imprimo em letras um sofrimento que não pode ser acessado
nem ao menos pelo esquecimento
fingindo ser o texto um poema
encadeado de ideias, pulo linhas
para baixo, como as vezes tudo parece correr
outra estrofe e me sinto melancólica
são as noites que me congelam com seu frescor
essa pureza toda que fingimos existir
é que é na noite que estamos mais vulneráveis
no cansaço e na tentativa frustrada de curar a dor do dia
todo dia, toda noite
derreto-me
liquefaço-me
escorro entre as pernas
sem gozar de nada
a vida
https://www.youtube.com/watch?v=5Jb-iHPz3tk#t=66
arte, cultura, baboseiras, relíquias por aí. saber o que é não importa, só é preciso mexer.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
sábado, 10 de janeiro de 2015
Por que não vai? (ou Pormenores)
Tenho de ti uma névoa madrugada
Mãos pelos cabelos lisos e grossos
Estado de estar escondido no meio da multidão
Pouco e muito tenho de ti
Guardo-te ainda em nenhuma caixa
Penso que não caberias
Nem dentro daquele apartamento pouco mobiliado
Onde tanto intenso se circunscreveu
Por aquilo que acho pradaria onde passo
Lembro teus olhos refletidos atrás dos meus
Estavas invertido
Eu pensando ser meu erro o que era crasso
Não te culpes, bem amado,
A distância semi-imposta estava à revelia dos fatos
Quis entrar nos teus espaços
Assim como depois entraria no meus
Ainda és bruma, não te conheço nem o mínimo
possível para amá-lo como se fosses
aquele que povoa minha mente
Num noitedianoite incansável
Me afasto, porque é o óbvio a fazer
Mas vens inacessível, uma frase
Um colapso
Tudo se esparrama ao menor contato
Ainda assim...
Num tudonada diferente em mim...
Nenhum outro imã me veste como o teu
Mãos pelos cabelos lisos e grossos
Estado de estar escondido no meio da multidão
Pouco e muito tenho de ti
Guardo-te ainda em nenhuma caixa
Penso que não caberias
Nem dentro daquele apartamento pouco mobiliado
Onde tanto intenso se circunscreveu
Por aquilo que acho pradaria onde passo
Lembro teus olhos refletidos atrás dos meus
Estavas invertido
Eu pensando ser meu erro o que era crasso
Não te culpes, bem amado,
A distância semi-imposta estava à revelia dos fatos
Quis entrar nos teus espaços
Assim como depois entraria no meus
Ainda és bruma, não te conheço nem o mínimo
possível para amá-lo como se fosses
aquele que povoa minha mente
Num noitedianoite incansável
Me afasto, porque é o óbvio a fazer
Mas vens inacessível, uma frase
Um colapso
Tudo se esparrama ao menor contato
Ainda assim...
Num tudonada diferente em mim...
Nenhum outro imã me veste como o teu
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