Parece existir toda uma poética nessa busca que tenho feito em relação a minha movimentação. Me sinto um pouco como um artista dos desenhos procurando o seu traço... Relendo alguns textos, percebo que estou falando sobre quase as mesmas coisas faz tempo e nunca me havia dado conta. Acho que eu não havia me dado conta de quem eu sou nesse mundo... Bom, acredito ter encontrado algo, nada que seja suficiente para concluir buscas e pesquisas; só pra botar mais lenha.
Como Ismael disse uma vez, "um bom coreógrafo não deve se apaixonar pelo seu trabalho" e eu estou bem longe disso, mas faz sentido pensar nessa frase como mais um incentivo a uma procura constante.
Vou indo não sei pra onde, e ao mesmo tempo é engraçado porque o caminho está cheio de mim mesma. E não só de mim, mas de interações. Com os olhos bem abertos vou, devagar, parando de me esconder e tomando a coragem de falar.
Estou feliz por me sentir viva outra vez.
arte, cultura, baboseiras, relíquias por aí. saber o que é não importa, só é preciso mexer.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Fenster... Freiheit
Se fechar os meus posso ver os teus
mas isso aqui não tem lugar
presa em uma emboscada que eu criei
fico atrás de uma janela
Uma janela para a liberdade
Esta manhã me acordaram pássaros verdes
Um prenúncio de felicidade
me pergunto qual o porque de estar
já que o grosso do vidro (ou seria o cinza do tempo?)
Realiza tudo o que é distante
É apenas desatino
Não sofro pelo inexistente
A vida segue rolando ladeira abaixo
São contas, contos e espantos os diários
Pra aquilo, aqui não tem lugar...
somente há falta.
mas isso aqui não tem lugar
presa em uma emboscada que eu criei
fico atrás de uma janela
Uma janela para a liberdade
Esta manhã me acordaram pássaros verdes
Um prenúncio de felicidade
me pergunto qual o porque de estar
já que o grosso do vidro (ou seria o cinza do tempo?)
Realiza tudo o que é distante
É apenas desatino
Não sofro pelo inexistente
A vida segue rolando ladeira abaixo
São contas, contos e espantos os diários
Pra aquilo, aqui não tem lugar...
somente há falta.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
sábado, 4 de outubro de 2014
Repetição sustenida
Há uma fresta por onde passam os sonhos
Iluminada pela interpretação
Teatro de alguém que não se conhece
Um lugar distante onde não existo
Refúgio onde os pensamentos não alcançam
Frágil memória não me deixa envolver
O irreal é uma ilha cercada de verdades
Que guarda a beleza do que se esvai
Num piscar remoto de olhos
A busca do drama na tela
Apenas escape das paixões e ânimos reais
O que faz de mim alguém que espera
Coisa qualquer, música a apaziguar
O que há além da janela?
Céu de vanilla, vívido azul mortal
Entre nós, a trama da rede que me prende e cega
O estado torpe do meu corpo sentado ao chão da sala
Repleta de tudo o que não tem lugar
Eu não tenho também
Mais um móvel estático coberto de trapo
se pendurando na fragilidade dos sonhos
de um eu desconhecido
à espera de seu destino final
Iluminada pela interpretação
Teatro de alguém que não se conhece
Um lugar distante onde não existo
Refúgio onde os pensamentos não alcançam
Frágil memória não me deixa envolver
O irreal é uma ilha cercada de verdades
Que guarda a beleza do que se esvai
Num piscar remoto de olhos
A busca do drama na tela
Apenas escape das paixões e ânimos reais
O que faz de mim alguém que espera
Coisa qualquer, música a apaziguar
O que há além da janela?
Céu de vanilla, vívido azul mortal
Entre nós, a trama da rede que me prende e cega
O estado torpe do meu corpo sentado ao chão da sala
Repleta de tudo o que não tem lugar
Eu não tenho também
Mais um móvel estático coberto de trapo
se pendurando na fragilidade dos sonhos
de um eu desconhecido
à espera de seu destino final
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