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sábado, 7 de junho de 2014

[pensamentos]

A criança experimenta e reproduz as experiências corpóreas que lhes são mais interessantes. Tem grande ânsia pela repetição e, ao mesmo tempo, uma tranquilidade muito natural em relação a isso. Repete o que sente ser bom, quer milhões de vezes. Mas apenas a repetição não causaria a pequena sensação do descobrir o que tem dentro da caixa, segundos de estupefação. Descobrir um novo modo físico, indo mais por ali ou mais por aqui é o que o adulto, tão cheio de consciência, deveria resgatar. Usar a consciência para sair do consciente, se arriscar e viver sentindo experiências diferentes sem se achar ridículo por isso...

sábado, 24 de agosto de 2013

Para Ana

Em que momento um maestro enxerga o artista além do aluno? A maturidade além da pincelada, do movimento preciso da perna, da fala decorada...? É a comunicação entre dois seres humanos, além da palavra, pelos olhos, poros e movimentos que define a magia deste momento. E o maestro, que anseia ser o precursor de tal maturação do aluno, deve buscar humildade em sua alma para compreender que este processo muito interno tem diversos contribuidores. É momento do florescer do estudante, que passa a inspirar e andar lado a lado de quem sempre lhe havia tomado a frente..

quinta-feira, 21 de março de 2013

Mainá e a Monografia, um caso sério

A questão do apaixonar-se pelo que se faz é contraditória. Ah, assim é o amor. Ora quer grudar, ora quer explodir.

Sinto-me assim em relação à dança e ao professorado. Escrever sobre meu trabalho traz, obviamente, a mesma contradição. Em certo momento, dá mesmo é vontade de mandar tudo para as cucuias, deixar para lá, não pegar o título (e daí, é só mais um título) e pronto. Dá vontade de falar "beijos" para as mães grosseiras, para as crianças em segundas calorentas e para as chefes que tolhem meu serviço.

Mas, e tudo que vem depois do mas é mais importante, meu trabalho trata de quem sou. Dos meus ideais, daquilo que sinto e transmito. É assim mesmo, dias de chuva, dias de sol.

Como é a vida.

Tomo uma água, um chá, e volto a escrever, dar aula, atender às mães, confrontar as chefas, e dançar - que devia vir primeiro, mas anda em último, para a minha tristeza.

São fases.