terça-feira, 29 de abril de 2014

[pensamentos]

Mas tem sempre aquele pedaço de travesseiro que você encosta e está lá, vívido e meio viciante, o cheiro. E as lembranças daquilo que foi bom, apesar da decisão em seguir por caminhos diferentes. Como se pulsasse carinho e risadas, quanta coisa por um cheiro. O difícil é perceber que já se esteve nesse lugar um milhão de vezes, o da falta, da memória, da solidão e dos desencontros. Que quase sempre foi o problema do timing, ou as decisões afastando um do outro. Já foram tantas paixões intermináveis, tantos guardados, cheiros e indispensáveis abandonados que paira no ar a sensação de que só é possível viver mais do mesmo. Não é real, mas existe, maior ainda, um medo de que seja, apesar da ânsia por viver uma nova paixão.

terça-feira, 22 de abril de 2014

[pensamentos]

Às vezes é preciso calar para ouvir os próprios silêncios, respeitar os próprios espaços. Ou deixar tantas vozes entrarem numa mesma frequência, ouvir um uníssono interno pra seguir alguma direção...