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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Primeiro

Teu quarto na vahia cheio de nós
Desculpa qualquer que nos abrigasse
Tensa paixão, momento de impasse
Chamando amizade de algo maior

Naquele apartamento vazio,
Toda a expectativa me enchia
Cortina fechada para a vida lá fora
Voltas pra casa, idas para a escola

Eu não era quem eu dizia
Segredando impulsos, desejos
Bem a verdade, você já sabia
Intérprete perfeito de minha poesia

Mas à distância de duas bicicletas,
Silenciei sobre a tua beleza quando de jeans e de preto
E sobre a mão repousando em minha perna
Revelei a angústia de te ter por tão perto

Tanto calor resguardava teu corpo, abraço sem fim...
Era a menina eu deixando partir
Punha em teus lábios tamanha inocência
Sem saber da tristeza que estava por vir

Primeiro amor rechaçado
Primeiro beijo guardado
Memória pra sempre de ti






[Que difícil de sair, nenhum verso jamais estará perto]

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Diving

[Introduçãozinha Mequetrefe] Quando eu dancei pela última vez com o Balé da Cidade de Santos, achei que fosse a minha última vez em cena. O ballet, Tributo a Villa-Lobos (2005, Renata Pacheco) tinha como música final "Trenzinho do Caipira" e, desde então, sempre que acho que alguma coisa vai ser a última em minha vida, fico triste e ouço essa música. Porque meu ouvido e meu choro me lembram que tem sentimentos especiais que são mais fortes do que a vontade do tempo de por fim em certos encontros.

Wish I could write to you the most beautiful poem ever, but I'm not able to put down in words everything you mean to me. My love is greater than any possible lines...


Diving

Como música atravessando o coração
A saudade me preenche
E deixa o choro na madeira do violino

Ressoava felicidade no corpo a cada arcada
Agora é vazio no peito
Trem que parte sem hora na madrugada
Cheio de carinho roubado de mim

Ao longe é fumaça
Perdida no céu dos teus olhos
Diminui o ruído, finge ser finito
E aumenta a falta que esquece pra trás

E sobre os finais de poema e de alegria absorta
Basta dizer que o tempo é curto
Mas nosso amor nessa arte nunca se acaba



E eu abri meu violino e tirei a música que eu amo tanto... E repito: "Quando duas almas complementares se encontram, não há distância ou tempo que as separem. Pois o amor entre elas se manifesta por um espectro de tamanho colorido que a compreensão de um sem o outro se torna impossível."

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Dearest friend

Quando duas almas complementares se encontram, não há distância ou tempo que as separem. Pois o amor entre elas se manifesta por um espectro de tamanho colorido que a compreensão de um sem o outro se torna impossível.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Enfim, o que é daquilo que poderia ter sido

Se me esqueço da complexidade de escrever
rapidamente me volta a memória você
tradução insuficiente de sutileza sobre si,
não há nada que te descreva

Mais que tempo,
Música ou lembrança
Mantenho sua existência guardada
Quando momentos transformaram-se em anos

E até hoje,
Pessoa alguma no mundo
Me inspira e me toca em profundo
com a clareza do teu olhar
mesmo que seja distante
na memória,
na palavra,
no minuto em que não fomos amantes

Seria um presente
se minhas palavras, coisas faladas
aproximassem a deliciosa sensação
de te ter como inspiração

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Sobre a foto de Suellen

te vejo tão triste, pendurada nessa janela deixando a vida escorrer no horizonte
estás tão distante que o olhar que te faz ainda mais bela enxerga a lonjura e segreda a beleza defronte
do alto da cidade vento nenhum te congela; aferventa a procura pela paixão de existir
e existe, assim, tão bela, diante da tua janela...




Para Susie, minha amiga linda.