Teu quarto na vahia cheio de nós
Desculpa qualquer que nos abrigasse
Tensa paixão, momento de impasse
Chamando amizade de algo maior
Naquele apartamento vazio,
Toda a expectativa me enchia
Cortina fechada para a vida lá fora
Voltas pra casa, idas para a escola
Eu não era quem eu dizia
Segredando impulsos, desejos
Bem a verdade, você já sabia
Intérprete perfeito de minha poesia
Mas à distância de duas bicicletas,
Silenciei sobre a tua beleza quando de jeans e de preto
E sobre a mão repousando em minha perna
Revelei a angústia de te ter por tão perto
Tanto calor resguardava teu corpo, abraço sem fim...
Era a menina eu deixando partir
Punha em teus lábios tamanha inocência
Sem saber da tristeza que estava por vir
Primeiro amor rechaçado
Primeiro beijo guardado
Memória pra sempre de ti
[Que difícil de sair, nenhum verso jamais estará perto]
arte, cultura, baboseiras, relíquias por aí. saber o que é não importa, só é preciso mexer.
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Sobre a foto de Suellen
te vejo tão triste,
pendurada nessa janela
deixando a vida escorrer no horizonte
estás tão distante
que o olhar que te faz ainda mais bela
enxerga a lonjura e segreda a beleza defronte
do alto da cidade
vento nenhum te congela;
aferventa a procura pela paixão de existir
e existe,
assim, tão bela,
diante da tua janela...
Para Susie, minha amiga linda.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Visitas
Vez por outra acho esse mundo muito estranho.
Se sinto saudade dos meus amigos, leio seus blogs, vou atrás de suas publicações no face. E tenho certeza que não sou sozinha nesse modo de agir.
Parece que estamos sempre à janela, observando a vida alheia, mesmo a de amigos mais próximos e queridos. Às vezes, email-lhes. Outras, mais raras, mando mensagem no celular. Dificilmente ligo, raramente os vejo, que bizarra é essa trilha do caminhar sozinho sem deixar-se estar.
"É a rotina". A rotina é a gente quem faz.
Na cidade natal parece ser tudo festa e diversão, como se não houvesse amanhã. E que bom que nos vemos, nos tocamos, nos ouvimos e sentimos de perto o calor de nossas existências. Mas segunda-feira volta a rotina. Como se essa fosse uma entidade com vida própria.
Claro que há diversidades de tempo-espaço entre nossas ações no mundo. Só acho um pouco triste sair da janela virtual para a janela do ônibus para a janela do trabalho para a janela do ônibus para a janela virtual.
Ver a vida dos outros passando rapidamente em frente aos olhos, enquanto o tempo escorre. E nem contamos uns para os outros que estamos ali, olhando, acompanhando atentamente os detalhes que deixam ser vistos pela criatura lida.
Saudades de tomar uma cerveja gelada no Amarelinho, no Empório, naquele bar do canal 5.
Saudades de brigar de verdade, olhando nos olhos
Saudades de dar abraços e gargalhar junto.
De derrubar água em cima dos outros e de tomar banho fora de hora.
Saudades de estar junto. Mas a rotina, essa é a gente quem faz.
Se sinto saudade dos meus amigos, leio seus blogs, vou atrás de suas publicações no face. E tenho certeza que não sou sozinha nesse modo de agir.
Parece que estamos sempre à janela, observando a vida alheia, mesmo a de amigos mais próximos e queridos. Às vezes, email-lhes. Outras, mais raras, mando mensagem no celular. Dificilmente ligo, raramente os vejo, que bizarra é essa trilha do caminhar sozinho sem deixar-se estar.
"É a rotina". A rotina é a gente quem faz.
Na cidade natal parece ser tudo festa e diversão, como se não houvesse amanhã. E que bom que nos vemos, nos tocamos, nos ouvimos e sentimos de perto o calor de nossas existências. Mas segunda-feira volta a rotina. Como se essa fosse uma entidade com vida própria.
Claro que há diversidades de tempo-espaço entre nossas ações no mundo. Só acho um pouco triste sair da janela virtual para a janela do ônibus para a janela do trabalho para a janela do ônibus para a janela virtual.
Ver a vida dos outros passando rapidamente em frente aos olhos, enquanto o tempo escorre. E nem contamos uns para os outros que estamos ali, olhando, acompanhando atentamente os detalhes que deixam ser vistos pela criatura lida.
Saudades de tomar uma cerveja gelada no Amarelinho, no Empório, naquele bar do canal 5.
Saudades de brigar de verdade, olhando nos olhos
Saudades de dar abraços e gargalhar junto.
De derrubar água em cima dos outros e de tomar banho fora de hora.
Saudades de estar junto. Mas a rotina, essa é a gente quem faz.
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