Sempre que revisito meus textos me surpreendo com certa inocência, me deparo com alguma esperança lânguida. Reler parte do material aqui me ajuda a lembrar os caminhos percorridos e perceber o estado em que me encontro.
Eu usava palavras mais bonitas e escrevia com mais intensidade, talvez. Deixei os anos mediarem meu crescimento e o cuidado com o meu bem estar. Ainda choro, sofro, sinto e, definitivamente, passei a brigar mais do que eu brigava, mas acalmo mais fácil. Amores, todos os amores da vida, vieram e se foram, eventualmente voltaram e foram de novo, é um fluxo. Como eu escrevia sobre meus amores, encontros de alma, pessoas inspiradoras; cada amor novo seria o último. Ingenuamente doce.
No momento, não sei se amo e essa instabilidade me instiga a perceber o outro de outro modo. Somos frágeis, sensíveis e instáveis. Não sei se amo aquele que lembrou a minha distância da torre da princesa à espera de um salvador, essa bobagem que aprendemos nos livros da infância. Não sei se amo aquele de quem sinto falta, saudade, por quem choro rápido, me recomponho e retorno à vida. Não sei se amo aquele que eu já disse tantas vezes amar. Não sei se amo, se minto, se corro ou se imagino nossa vida juntos, acho que tudo isso. Não sei se quero uma vida juntos. Não sei se preciso saber agora. Sinto um apertinho no peito em saber de seu voo de volta. Uma dose de felicidade e questões, muitas questões, mais do que a certeza adolescente deste blog. E outra dose de felicidade em poder tocar. Tocar, coisa tão simples.
O fato é que, entra ano, sai ano, eu continuo falando de amor.
arte, cultura, baboseiras, relíquias por aí. saber o que é não importa, só é preciso mexer.
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quinta-feira, 16 de novembro de 2017
segunda-feira, 31 de março de 2014
Nós e fitas
Trago os dedos ósseos de um amor comprimido
Tantas as veias que me sugam a alma
Só eu sei o quanto ela é infinda
Pois então deixo sugar e tentar esmaecer
Mas é aquilo que não se apaga
O norte da vida a estar por estes castigos
Nada pode de maneira alguma me prender
Sou, ou pareço ser, evasivo
Entretanto, se há algo esquecido de dizer
Posto que fora vento de liberdade
A palavra escorrida da caneta ou lápis anti-borracha
Voltará, rompante brutal do meu ser
Como um grito
Um nó a desprender...
quinta-feira, 6 de março de 2014
2014
Como encontrar o que se procura
Se não se sabe o que quer?
Basta pensar e aguçar a escuta
Abrir o peito e os olhos de si, mulher!
Eu quero dança, quero alegria
Ter amor em volta e dentro
No trabalho, ter talento
E que em casa reine a harmonia
Quero paz, tranquilidade e saúde
Saber que beleza é estado de espírito
Aproveitar os anos de juventude
Envelhecer em tudo, menos na escrita
Se eu sofrer, que seja por bondade
Por olhar para o outro com cautela
Entender que sabedoria vem com a idade
E que cada um sabe de suas mazelas
Desejo ser sensível aos pequenos
Frutos da renovação e do olhar para frente
Orando para que os meus sejam serenos
Saudáveis, senhores de seus corpos e mentes
Quero dançar até o último momento
Até que a carne esteja fria
Sabendo que da minha alma sempre o intento
Fora ser artista, e que fui por todos os dias
Desejo estar de mãos dadas
Nas horas alegres e nas amargas
Com outras, que nunca estejam vagas
Tão amantes e tão amadas
E que contratempos e deslizes não nos afastem
Porque pode ser dura a convivência
Mas que carinho e amor tanto nos enlacem
Que seja fácil a compreensão e a coerência
Quero, anseio por tudo isso!
Mal posso esperar o raiar de amanhã
Para seguir buscando os desejos que em mim
atiço...terça-feira, 8 de outubro de 2013
Repente de poesia fria
Sob os ventos, os cabelos novamente voam
À espreita da chuva a voltar
O gelado no rosto e nas mãos
É a poética trazida ao altar
Revoltas as folhas que caem
Neste frio acabar de setembro
Primavera esperada não chega
Outono que findo recolhe o intento
Tantas flores perdidas
Salpicam o chão, sinos de vento
Tanta santa estrela esquecida
Sobre o peso das nuvens do tempo
Visita da dor e da morte
Neblina levando a boiada
Cada sopro arrastando era forte
Passos gélidos, escorregadia estrada
Foi-se vida pairando o norte
A felicidade na madrugada parada
*pequena nota: veio rompante de choro na rua escura e vazia. Vento que faz a gente sentar e pensar sobre a vida e sua finitude, sobre o amor que se vai mas é eterno, sobre a saudade que fica quando o destino final é mais forte que o querer estar sempre por perto. Para meu avô.
À espreita da chuva a voltar
O gelado no rosto e nas mãos
É a poética trazida ao altar
Revoltas as folhas que caem
Neste frio acabar de setembro
Primavera esperada não chega
Outono que findo recolhe o intento
Tantas flores perdidas
Salpicam o chão, sinos de vento
Tanta santa estrela esquecida
Sobre o peso das nuvens do tempo
Visita da dor e da morte
Neblina levando a boiada
Cada sopro arrastando era forte
Passos gélidos, escorregadia estrada
Foi-se vida pairando o norte
A felicidade na madrugada parada
*pequena nota: veio rompante de choro na rua escura e vazia. Vento que faz a gente sentar e pensar sobre a vida e sua finitude, sobre o amor que se vai mas é eterno, sobre a saudade que fica quando o destino final é mais forte que o querer estar sempre por perto. Para meu avô.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Primeiro
Teu quarto na vahia cheio de nós
Desculpa qualquer que nos abrigasse
Tensa paixão, momento de impasse
Chamando amizade de algo maior
Naquele apartamento vazio,
Toda a expectativa me enchia
Cortina fechada para a vida lá fora
Voltas pra casa, idas para a escola
Eu não era quem eu dizia
Segredando impulsos, desejos
Bem a verdade, você já sabia
Intérprete perfeito de minha poesia
Mas à distância de duas bicicletas,
Silenciei sobre a tua beleza quando de jeans e de preto
E sobre a mão repousando em minha perna
Revelei a angústia de te ter por tão perto
Tanto calor resguardava teu corpo, abraço sem fim...
Era a menina eu deixando partir
Punha em teus lábios tamanha inocência
Sem saber da tristeza que estava por vir
Primeiro amor rechaçado
Primeiro beijo guardado
Memória pra sempre de ti
[Que difícil de sair, nenhum verso jamais estará perto]
Desculpa qualquer que nos abrigasse
Tensa paixão, momento de impasse
Chamando amizade de algo maior
Naquele apartamento vazio,
Toda a expectativa me enchia
Cortina fechada para a vida lá fora
Voltas pra casa, idas para a escola
Eu não era quem eu dizia
Segredando impulsos, desejos
Bem a verdade, você já sabia
Intérprete perfeito de minha poesia
Mas à distância de duas bicicletas,
Silenciei sobre a tua beleza quando de jeans e de preto
E sobre a mão repousando em minha perna
Revelei a angústia de te ter por tão perto
Tanto calor resguardava teu corpo, abraço sem fim...
Era a menina eu deixando partir
Punha em teus lábios tamanha inocência
Sem saber da tristeza que estava por vir
Primeiro amor rechaçado
Primeiro beijo guardado
Memória pra sempre de ti
[Que difícil de sair, nenhum verso jamais estará perto]
domingo, 1 de setembro de 2013
Dia do Bailarino
Hoje é dia de um profissional que todo mundo acha bonitinho. Mas que é muito, muito pouco valorizado. É dia de um artista que sofre e demonstra em seu corpo a paixão por seu trabalho que, muitas vezes é tratado como brincadeira de criança. E o brincar do adulto, na nossa sociedade, infelizmente, é também tratado como algo que diminui...
Enfim, hoje é dia do bailarino. Me sinto muito feliz em poder dizer que faço parte dessa categoria, que toca as pessoas pelos palcos que passa. Hoje eu digo com muito orgulho: sou bailarina, sou artista da dança. E parabenizo todos aqueles que seguem na luta; especialmente os que não conseguem lugar nas poucas companhias profissionais do nosso país. Porque não é o local onde estamos que define o ser bailarino: é o suor, o trabalho e o coração...
Enfim, hoje é dia do bailarino. Me sinto muito feliz em poder dizer que faço parte dessa categoria, que toca as pessoas pelos palcos que passa. Hoje eu digo com muito orgulho: sou bailarina, sou artista da dança. E parabenizo todos aqueles que seguem na luta; especialmente os que não conseguem lugar nas poucas companhias profissionais do nosso país. Porque não é o local onde estamos que define o ser bailarino: é o suor, o trabalho e o coração...
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Diving
[Introduçãozinha Mequetrefe] Quando eu dancei pela última vez com o Balé da Cidade de Santos, achei que fosse a minha última vez em cena. O ballet, Tributo a Villa-Lobos (2005, Renata Pacheco) tinha como música final "Trenzinho do Caipira" e, desde então, sempre que acho que alguma coisa vai ser a última em minha vida, fico triste e ouço essa música. Porque meu ouvido e meu choro me lembram que tem sentimentos especiais que são mais fortes do que a vontade do tempo de por fim em certos encontros.
Wish I could write to you the most beautiful poem ever, but I'm not able to put down in words everything you mean to me. My love is greater than any possible lines...
Diving
Como música atravessando o coração
A saudade me preenche
E deixa o choro na madeira do violino
Ressoava felicidade no corpo a cada arcada
Agora é vazio no peito
Trem que parte sem hora na madrugada
Cheio de carinho roubado de mim
Ao longe é fumaça
Perdida no céu dos teus olhos
Diminui o ruído, finge ser finito
E aumenta a falta que esquece pra trás
E sobre os finais de poema e de alegria absorta
Basta dizer que o tempo é curto
Mas nosso amor nessa arte nunca se acaba
E eu abri meu violino e tirei a música que eu amo tanto... E repito: "Quando duas almas complementares se encontram, não há distância ou tempo que as separem. Pois o amor entre elas se manifesta por um espectro de tamanho colorido que a compreensão de um sem o outro se torna impossível."
Wish I could write to you the most beautiful poem ever, but I'm not able to put down in words everything you mean to me. My love is greater than any possible lines...
Diving
Como música atravessando o coração
A saudade me preenche
E deixa o choro na madeira do violino
Ressoava felicidade no corpo a cada arcada
Agora é vazio no peito
Trem que parte sem hora na madrugada
Cheio de carinho roubado de mim
Ao longe é fumaça
Perdida no céu dos teus olhos
Diminui o ruído, finge ser finito
E aumenta a falta que esquece pra trás
E sobre os finais de poema e de alegria absorta
Basta dizer que o tempo é curto
Mas nosso amor nessa arte nunca se acaba
E eu abri meu violino e tirei a música que eu amo tanto... E repito: "Quando duas almas complementares se encontram, não há distância ou tempo que as separem. Pois o amor entre elas se manifesta por um espectro de tamanho colorido que a compreensão de um sem o outro se torna impossível."
domingo, 25 de agosto de 2013
Memória bruta, passada
Por ela você percorreu as mais belas distâncias
Sob a luz da via láctea, estrada iluminada
Pelas estrelas que contávamos a beira d'água
Porque tamanha beleza a ela destinada?
Não pude compreender porque me rechaçara antes de mais nada
Tantos quilômetros percorridos pra me ouvir dizer
Que de você tudo sobrara
Quando teu amor era o sofrimento que significava?
Percorrera a estrada que eu mais amava
Pra encontrá-la passou sobre o monte que me aproximava do infinito do universo
Antes da Riviera e do amanhecer daquele primeiro dia de ano novo
Quando todo sentimento era tão velho, tão usado...
Eu te deixava e você me usava
Caiu sob as pedras, parou o carro
Ouviu meu nunca mais e não voltou
Caiu no meu conceito
Sob a lua, teus defeitos
Caiu e não vi mais nada.
Caio com os pés gelados na minha estrada.
Sob a luz da via láctea, estrada iluminada
Pelas estrelas que contávamos a beira d'água
Porque tamanha beleza a ela destinada?
Não pude compreender porque me rechaçara antes de mais nada
Tantos quilômetros percorridos pra me ouvir dizer
Que de você tudo sobrara
Quando teu amor era o sofrimento que significava?
Percorrera a estrada que eu mais amava
Pra encontrá-la passou sobre o monte que me aproximava do infinito do universo
Antes da Riviera e do amanhecer daquele primeiro dia de ano novo
Quando todo sentimento era tão velho, tão usado...
Eu te deixava e você me usava
Caiu sob as pedras, parou o carro
Ouviu meu nunca mais e não voltou
Caiu no meu conceito
Sob a lua, teus defeitos
Caiu e não vi mais nada.
Caio com os pés gelados na minha estrada.
Sobre um passado litôraneo
Podiam ser quaisquer novos amantes em teus bancos
Mas éramos nós das duas às cinco da madrugada
como se nos intimidássemos pelas câmeras da orla
como se sobrasse coragem ao embrenharmos pelos veios das árvores
Eram palmeiras imperiais aquelas da beira da praia
Podiam ser chapéus de sol sob a noite nublada
E as barracas onde escondíamos nosso amor interminável
Apenas cúmplices dos beijos e dos sonhos trocados
Nunca fora aquela areia, entretanto,
Espectadora de outro casal tão apaixonado
Podiam ser quaisquer novos amantes
Mas nenhum como eu e meu [já esquecido amado]

[inspiração inicial pela foto do face de Santos. Depois pelas memórias remexidas no aquário]
Mas éramos nós das duas às cinco da madrugada
como se nos intimidássemos pelas câmeras da orla
como se sobrasse coragem ao embrenharmos pelos veios das árvores
Eram palmeiras imperiais aquelas da beira da praia
Podiam ser chapéus de sol sob a noite nublada
E as barracas onde escondíamos nosso amor interminável
Apenas cúmplices dos beijos e dos sonhos trocados
Nunca fora aquela areia, entretanto,
Espectadora de outro casal tão apaixonado
Podiam ser quaisquer novos amantes
Mas nenhum como eu e meu [já esquecido amado]

[inspiração inicial pela foto do face de Santos. Depois pelas memórias remexidas no aquário]
sábado, 24 de agosto de 2013
Para Ana
Em que momento um maestro enxerga o artista além do aluno? A maturidade além da pincelada, do movimento preciso da perna, da fala decorada...? É a comunicação entre dois seres humanos, além da palavra, pelos olhos, poros e movimentos que define a magia deste momento. E o maestro, que anseia ser o precursor de tal maturação do aluno, deve buscar humildade em sua alma para compreender que este processo muito interno tem diversos contribuidores. É momento do florescer do estudante, que passa a inspirar e andar lado a lado de quem sempre lhe havia tomado a frente..
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Dearest friend
Quando duas almas complementares se encontram, não há distância ou tempo que as separem. Pois o amor entre elas se manifesta por um espectro de tamanho colorido que a compreensão de um sem o outro se torna impossível.
sábado, 8 de junho de 2013
Re-verso
Quem dera resgatar os minutos
Os segundos seguidos dos risos e dos beijos
Saudade que vem sem endereço
Do que me fugiu no coar dos momentos
Passa o tempo,
conta a história
No vazio do vento
larguei a memória
Ando cheia dos versinhos.
Os segundos seguidos dos risos e dos beijos
Saudade que vem sem endereço
Do que me fugiu no coar dos momentos
Passa o tempo,
conta a história
No vazio do vento
larguei a memória
Ando cheia dos versinhos.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Sobre a foto de Suellen
te vejo tão triste,
pendurada nessa janela
deixando a vida escorrer no horizonte
estás tão distante
que o olhar que te faz ainda mais bela
enxerga a lonjura e segreda a beleza defronte
do alto da cidade
vento nenhum te congela;
aferventa a procura pela paixão de existir
e existe,
assim, tão bela,
diante da tua janela...
Para Susie, minha amiga linda.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Mainá e a Monografia, um caso sério
A questão do apaixonar-se pelo que se faz é contraditória. Ah, assim é o amor. Ora quer grudar, ora quer explodir.
Sinto-me assim em relação à dança e ao professorado. Escrever sobre meu trabalho traz, obviamente, a mesma contradição. Em certo momento, dá mesmo é vontade de mandar tudo para as cucuias, deixar para lá, não pegar o título (e daí, é só mais um título) e pronto. Dá vontade de falar "beijos" para as mães grosseiras, para as crianças em segundas calorentas e para as chefes que tolhem meu serviço.
Mas, e tudo que vem depois do mas é mais importante, meu trabalho trata de quem sou. Dos meus ideais, daquilo que sinto e transmito. É assim mesmo, dias de chuva, dias de sol.
Como é a vida.
Tomo uma água, um chá, e volto a escrever, dar aula, atender às mães, confrontar as chefas, e dançar - que devia vir primeiro, mas anda em último, para a minha tristeza.
São fases.
Sinto-me assim em relação à dança e ao professorado. Escrever sobre meu trabalho traz, obviamente, a mesma contradição. Em certo momento, dá mesmo é vontade de mandar tudo para as cucuias, deixar para lá, não pegar o título (e daí, é só mais um título) e pronto. Dá vontade de falar "beijos" para as mães grosseiras, para as crianças em segundas calorentas e para as chefes que tolhem meu serviço.
Mas, e tudo que vem depois do mas é mais importante, meu trabalho trata de quem sou. Dos meus ideais, daquilo que sinto e transmito. É assim mesmo, dias de chuva, dias de sol.
Como é a vida.
Tomo uma água, um chá, e volto a escrever, dar aula, atender às mães, confrontar as chefas, e dançar - que devia vir primeiro, mas anda em último, para a minha tristeza.
São fases.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Amor passado
A dor que por ora aperta
Sara e muda de lugar
Coração procura à hora certa
Mas desgraça escorrega e foge
Deixa a porta entreaberta pra depois repassar
Mazela é quebrar um termômetro velho
Mercúrio espalhado, condensado
Pá nem canudo recolhem
Parcela
Fraciona
Deixa invisível
Mas o corpo sabe que ainda está lá.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Sopro do barco
Amei-te com a voracidade da entrega
Contra a leveza dos fatos
Amei-te completa
Com o ímpeto dos desejos mais secretos
Amei-te entre tantos passados
Amei-te no sonho, na queda
Desde o canto ao que fora tocado
Por cada céu de minha atmosfera
Amei-te distante e desnuda
Ante a mera perspectiva de ser tua
Amei-te por fora e por dentro
Em cada instante, a cada tempo
Amei-te braços, cabelos, costas e unhas
Amei-te mais do que eu mesma supunha
Com pernas bambas, colos e arestas
Entre as grandes e pequenas frestas
Amei tanto amor
Que quando passou
Deixou um buraco e tirou-me da inércia
Contra a leveza dos fatos
Amei-te completa
Com o ímpeto dos desejos mais secretos
Amei-te entre tantos passados
Amei-te no sonho, na queda
Desde o canto ao que fora tocado
Por cada céu de minha atmosfera
Amei-te distante e desnuda
Ante a mera perspectiva de ser tua
Amei-te por fora e por dentro
Em cada instante, a cada tempo
Amei-te braços, cabelos, costas e unhas
Amei-te mais do que eu mesma supunha
Com pernas bambas, colos e arestas
Entre as grandes e pequenas frestas
Amei tanto amor
Que quando passou
Deixou um buraco e tirou-me da inércia
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