Quando toca, ressoa inteira
Perpassando alma, gesto e figura
Não há nada que dimensione
Os tantos entretantos existentes
Nesse seio reside um intenso
E uma paz peculiar
Reboliço equilibrado pelo encontro dos olhos
Tantos, eram apenas dois
A vida complexa se simplifica
Pela maciez de um toque
Atravessando os poros
Entra suave e desliza
Até o último suspirar de gozo
Hoje só em desalinho
Memória encostada nos braços do impossível
Todo me toma, entregue a guia do caminho...
arte, cultura, baboseiras, relíquias por aí. saber o que é não importa, só é preciso mexer.
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sábado, 26 de julho de 2014
[pensamentos]
Como pode o toque de dois corpos, pele contra pele, sugerir tamanha intimidade? Como se houvesse uma fusão momentânea entre as duas pessoas, transformando-as em uma. Porosidade sentimental e entrega. Unicidade.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
[pensamentos]
Sou afeita a repetições. Mas quando você entra num processo de exploração, repetir demais não se torna interessante.
terça-feira, 1 de julho de 2014
[pensamentos - pré Viena]
Levo na mala uns sonhos, umas memórias, bastante carinho e muito, muito espaço. Coração aberto para outras experiências, novos caminhos e compreensões. Cada última aula foi uma pequena despedida, única e especial, cada último abraço e beijo dos amigos. Mas despedidas são sempre recomeços. Me despeço nesse primeiro de julho de vários pedaços de mim, em busca de reconstruções... E que assim seja.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Rebel
Transeunte das tardes tão frias
Se sacodem os cabelos rebeldes
Não há controle na intensidade que emana
A cada fio rebolante, todos os lados
Que são ângulos curvilíneos
Os desenhos no espaço
É sabido, é visível
Cada faísca de desejo bruxoleando
Ao olhar nos teus olhos,
Encoberta tua tempestade de areia,
Sinto que estás inflamando
There is something, there is something...
Identificação desnecessária, sei quem tu és
Cabelos rebeldes, fogo nos pés
A cada labareda te revelas
Completamente tangível e tangente à incoerente realidade
22/04 - 12h19
Se sacodem os cabelos rebeldes
Não há controle na intensidade que emana
A cada fio rebolante, todos os lados
Que são ângulos curvilíneos
Os desenhos no espaço
É sabido, é visível
Cada faísca de desejo bruxoleando
Ao olhar nos teus olhos,
Encoberta tua tempestade de areia,
Sinto que estás inflamando
There is something, there is something...
Identificação desnecessária, sei quem tu és
Cabelos rebeldes, fogo nos pés
A cada labareda te revelas
Completamente tangível e tangente à incoerente realidade
22/04 - 12h19
terça-feira, 29 de abril de 2014
[pensamentos]
Mas tem sempre aquele pedaço de travesseiro que você encosta e está lá, vívido e meio viciante, o cheiro. E as lembranças daquilo que foi bom, apesar da decisão em seguir por caminhos diferentes. Como se pulsasse carinho e risadas, quanta coisa por um cheiro. O difícil é perceber que já se esteve nesse lugar um milhão de vezes, o da falta, da memória, da solidão e dos desencontros. Que quase sempre foi o problema do timing, ou as decisões afastando um do outro. Já foram tantas paixões intermináveis, tantos guardados, cheiros e indispensáveis abandonados que paira no ar a sensação de que só é possível viver mais do mesmo. Não é real, mas existe, maior ainda, um medo de que seja, apesar da ânsia por viver uma nova paixão.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Vee
Cabelos louros sob a tez macia
Charming
Escapa o verde de um olho entre
as mechas
Sexy
Encara os seus fixamente
Horny
Despindo-lhe com uma vontade que
não intimida
Invites
A hand under your dress
Sobe
Beautiful body showing your fears
Entra
Mess up your life, clothes and hair
Toma
Deligthful words with tender lies
Cospe
Plasticidade de escritos
incompreensíveis
Breath taking
Falas tão baixas que não pode
ouvir
Dirty
Cabeça para baixo, quem está por
cima?
Silky
Morde seus lábios fora de
esquadro
Desire
Aganist the sweated skin a wall
Pulsa
Back and forth all over again
Repete
Find the means to provide what it wants
Geme
Go with the flow to end up your being
Restringe
Voyeur ao horizonte escorre na
sacada
Melting
Faz samba na alma, reboliço
intento
Poison ivy
Entremeios de imagens, sombras e
metades
Madly
Gentilmente ferve o ressoar por
dentro
Leaves
Cabelos louros sob a tez macia
Escapa o verde de um olho entre
as mechas
Encara os seus fixamente
Despindo-lhe com uma vontade que
não intimida
Sobe
Entra
Toma
Cospe
Plasticidade de escritos
incompreensíveis
Falas tão baixas que não pode
ouvir
Cabeça para baixo, quem está por
cima?
Morde seus lábios fora de
esquadro
Pulsa
Repete
Geme
Restringe
Voyeur ao horizonte escorre na
sacada
Faz samba na alma, reboliço
intento
Entremeios de imagens, sombras e
metades
Gentilmente ferve o ressoar por
dentro
Charming
Sexy
Horny
Invites
A hand under your dress
Beautiful body showing your fears
Mess up your life, clothes and hair
Deligthful words with tender lies
Breath taking
Dirty
Silky
Desire
Aganist the sweated skin a wall
Back and forth all over again
Find the means to provide what it wants
Go with the flow to end up your being
Melting
Poison ivy
Madly
Leavessábado, 25 de janeiro de 2014
Mais um, menos outro
Não vale uma rima da minha poesia
Mas tua beleza se espalha como erva daninha
Nesse tomar de corpo queima, arde e inebria
Nada compara a tua presença
Afeta a alma, o afeto, a estranha querelância de te ter por perto...
Extinguir de alegria é a falta que faz
Como se olhos fossem imãs a prender atenção
Usa de todo seu ser pra ter todas na mão
É tão fugaz!
Controle que expressa seu corpo sagaz
Belo, belíssimo, presença no estar
E sem choro nem vela
Parte estrofe, coração e cancela
Indo embora para não mais voltar
E eu, confiante e esperta
Caída por tantas paixões tão mais belas
Senti a falta do claro teu olhar
Não fosse a solidão tristeza a atormentar, era forte
Mas tu tao galante não pude evitar...
Se fosse mesmo esperta
Menos artista, mais racional
Fechava a porta entreaberta
E voltava a minha vida normal...
Mas o novo, o intenso e o desejo
Me torturam, esperança de ter ao menos um tempo
Com teus lábios carnudos que esquentam
Ao entreabrir de graça cruzando o olhar
Não vale nem uma rima de poesia
Mas uns instantes com tua pele, nao posso negar que queria...
Mas tua beleza se espalha como erva daninha
Nesse tomar de corpo queima, arde e inebria
Nada compara a tua presença
Afeta a alma, o afeto, a estranha querelância de te ter por perto...
Extinguir de alegria é a falta que faz
Como se olhos fossem imãs a prender atenção
Usa de todo seu ser pra ter todas na mão
É tão fugaz!
Controle que expressa seu corpo sagaz
Belo, belíssimo, presença no estar
E sem choro nem vela
Parte estrofe, coração e cancela
Indo embora para não mais voltar
E eu, confiante e esperta
Caída por tantas paixões tão mais belas
Senti a falta do claro teu olhar
Não fosse a solidão tristeza a atormentar, era forte
Mas tu tao galante não pude evitar...
Se fosse mesmo esperta
Menos artista, mais racional
Fechava a porta entreaberta
E voltava a minha vida normal...
Mas o novo, o intenso e o desejo
Me torturam, esperança de ter ao menos um tempo
Com teus lábios carnudos que esquentam
Ao entreabrir de graça cruzando o olhar
Não vale nem uma rima de poesia
Mas uns instantes com tua pele, nao posso negar que queria...
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