sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Enfim, o que é daquilo que poderia ter sido

Se me esqueço da complexidade de escrever
rapidamente me volta a memória você
tradução insuficiente de sutileza sobre si,
não há nada que te descreva

Mais que tempo,
Música ou lembrança
Mantenho sua existência guardada
Quando momentos transformaram-se em anos

E até hoje,
Pessoa alguma no mundo
Me inspira e me toca em profundo
com a clareza do teu olhar
mesmo que seja distante
na memória,
na palavra,
no minuto em que não fomos amantes

Seria um presente
se minhas palavras, coisas faladas
aproximassem a deliciosa sensação
de te ter como inspiração

domingo, 9 de junho de 2013

Ansiedade

Qualquer lugar
Onde eu possa me abandonar
qualquer droga
que me faça esquecer essas horas
qualquer coisa
cuja beleza me aproxime do encanto
de viver mais do que ricos minutos de espanto

Coisa qualquer
que me entorpa
que me drene
Qualquer
que me lembre
que se pode sentir
Suficiência qualquer

Quero qualquer palavra
Que me aproxime
de onde o rio das paixões deságua...

Versinhos [2]

Em mim há tanta poesia
que se saísse eu nadaria
por mar de cana, pradaria
até o oriente

sábado, 8 de junho de 2013

Re-verso

Quem dera resgatar os minutos
Os segundos seguidos dos risos e dos beijos
Saudade que vem sem endereço
Do que me fugiu no coar dos momentos

Passa o tempo,
conta a história
No vazio do vento
larguei a memória






Ando cheia dos versinhos.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Sobre a foto de Suellen

te vejo tão triste, pendurada nessa janela deixando a vida escorrer no horizonte
estás tão distante que o olhar que te faz ainda mais bela enxerga a lonjura e segreda a beleza defronte
do alto da cidade vento nenhum te congela; aferventa a procura pela paixão de existir
e existe, assim, tão bela, diante da tua janela...




Para Susie, minha amiga linda.

terça-feira, 28 de maio de 2013

medos privados em lugares públicos: içar

como suportar finais tão tristes
encarar a solidão em riste?
esqueci de aprender a cair
e voar fora o único desejo
quando tantos pés nesse mundo eu vi

entretanto,
o solo traz tamanho incômodo
que preciso sair deste encanto
buscar o centro, sustentar o meneamento
encontrar de volta o eixo

por movimento torpe levanto
pé ante pé pelas mãos
e sobre o corpo pensamento absorto:
no peso reside a densa beleza
de escapar por entre os dedos da tristeza

se não esbarro em respostas
sei que delas não hão amostras
deixo o grito ecoar no vazio
ressoar no negrume daquilo que não vejo
pois basta por ora
viver a vida sem deixa-la ir embora

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Pelica

Por favor, me mostre paixão.
Diga-me que seu desejo é tão intenso
Que não cabe em corpo tamanha emoção

O que move sua alma pra frente,
Pra qualquer direção?
Não, não me conte
Não preciso saber do que sente
Somente que existe sangue em suas veias
Fervor e momentos de ação

Por favor,
Mostre-me sua existência
Para que resista em meu coração.