Poesias
que quis trazer do outro blog
O que vai e deixa
ficar - 29/12/11
Tudo o que é efêmero
pode revelar
A eternidade
presente em si
Como se fosse a flor, o olhar
O cofre escondido que secreta a alma
E escoa o tempo na areia do movimento
Muda gente, sentimento e ideia
Mas que felicidade no olhar para trás:
Do eterno não se moveu uma pedra...
Como se fosse a flor, o olhar
O cofre escondido que secreta a alma
E escoa o tempo na areia do movimento
Muda gente, sentimento e ideia
Mas que felicidade no olhar para trás:
Do eterno não se moveu uma pedra...
Memórias do Rio e da baía - 09/12/11
Entrara como uma diva
Como se de todos a presença quisesse
Sabida do carmim que a boca cativa
Deixa ver a beleza daquele Tristesse
Cabelo que voa ao
mar beijando a orla
Sorriso pr'alem do
tocável, chegava de lado
Me tange e me queima
a negrura dos olhos
Como se eu pudesse
me largar sentado
Não fez-se mais
colorido o dia
Nem mesmo mais
viscoso o tempo
Mas o espasmo
daquele momento
Manteve em meu olhar
singela alegria
Tão fugaz quanto o
encanto do vento
Me escapas a revelia
das horas
Esqueces de mim, seco,
sem pensamento
Levas consigo o
charme que defloras
A confiança... -
07/11/11
é como uma flor que desabrocha
Sob o olhar da platéia da vida
(sem título) -
7/12/11
Não sei viver a tristeza
Tampouco a melancolia
quando me arraiga a beleza
ao fim deste longo dia
Não sei o que sinto à noite
Que toca minha'alma vazia
Parece o destino, uma foice,
No rosto uma lâmina fria
Não sei se é o sentido que falta
Que descobre o rosto na estrada
Ou o silêncio que teima e que volta
Deixando-me plena na madrugada
like a tree (ou encadeando) - 26/11/11
Às vezes me sinto podada
Às vezes sinto que me podo
Como uma árvore encanada
Que carrega seu próprio dolo
Às vezes o mundo me rasga
Às vezes o mundo ignoro
Como se fosse uma pedra dopada
Como se fosse um simples decoro
Tanta música me assalta a alma
Tanta música eu finjo que gosto
Como se fosse o som cadeado
Que embalasse esse tanto desgosto
Tanta inspiração que me toma
Tanta inspiração que eu devoro
Como se fosse carta marcada
Como se fosse o pau que me escoro
Sem título -
04/04/2010
Sempre o choro
acalenta quando teus braços faltam
Estes, que conhecem
tão bem meus pensamentos esguios,
Meu falso brio que
escorre dos lábios
Sentimentalismo
barato e diário
Pensamentos tolos...
Deixemos passar.
Esconderijo - 06/08/09
o tempo se esconde
entre os risos produzidos na sala,
pelos dedos no cabelo da amada
que sente macio e não deixa ficar
o tempo se esconde
no gesto que imita o
passado
em quem esquece
conselhos raros
dos que brevemente
se sentem enterrar
o tempo se esconde
nos vales que
crescem no rosto
inventando o limite
do corpo
que busca a
respiração ofegante
o tempo se esconde
no breu da alma, nos
cantos da mente
que diminuem
lentamente
a cada dia e
noite...
Pequeno - 05/05/09
Eu gosto do meu lugar e dele sinto falta.
O meu canto é quietinho, só pode ser preenchido por um eu
vazio,
um eu que a cada dia perde seu ninho...
O que eu queria mesmo era ser um bichinho
pra me engrenhar no meio das conversas e me beirar no céu
quando quisesse ficar sozinho.
inhoninhoininhoinho.
Autobiodigestor -
28/7/07
Ponho-me em frente ao espelho e o que vejo?
Esse é aquele que eu procuro
Ou sou eu disfarçado em mim mesmo?
As luzes da cidade lá embaixo iluminam a corrente de gente
Que a gente segue sem estar preso a correntes...
E é essa fluência que me faz perguntar
“O que me passa, Deus, o que me passa?”
Volto a beber meu chá quente.
É isso o que realmente importa, saber as respostas?
Entender o que me é pertinente?
Ou ser um descrente de tantas bobagens letradas e descuidadas,
Espalhadas por um ângulo qualquer de burrice?
Parto então cada palavra à sombra de uma falsa identidade
De um falso alfabetismo, que eu sequer preciso.
Parto de uma falsa verdade, esquecendo-me que ela não existe.
(agora é só um buraco no ventre)
Foi-se. E me intimida dizer que já não sei se ainda há o que fazer.
Ponho-me em frente ao espelho e o que vejo?
Esse é aquele que eu procuro
Ou sou eu disfarçado em mim mesmo?
As luzes da cidade lá embaixo iluminam a corrente de gente
Que a gente segue sem estar preso a correntes...
E é essa fluência que me faz perguntar
“O que me passa, Deus, o que me passa?”
Volto a beber meu chá quente.
É isso o que realmente importa, saber as respostas?
Entender o que me é pertinente?
Ou ser um descrente de tantas bobagens letradas e descuidadas,
Espalhadas por um ângulo qualquer de burrice?
Parto então cada palavra à sombra de uma falsa identidade
De um falso alfabetismo, que eu sequer preciso.
Parto de uma falsa verdade, esquecendo-me que ela não existe.
(agora é só um buraco no ventre)
Foi-se. E me intimida dizer que já não sei se ainda há o que fazer.
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remexe ae...