terça-feira, 21 de agosto de 2012

Símbolos, signos e stuff. Sem (ou só com um pouquinho de) psicologismos

Esses dias estive revisitando o blog. Achei muito salgado, muito áspero, muito isso ou muito aquilo e resolvi mudar. Taca a fuçar os esquemas pra alterar as configurações, pois apesar de ter blog há quase e talvez dez anos, (OMG, crise), nunca aprendi direito como mexer nos settings. Toda vez a mesma história, clica aqui, clica ali, deixa as coisas verdes, chego onde é preciso mudar.

Decidi trocar as cores do blog, fading um pouco as coisas. Claro, analisanda mil anos se pergunta: o que é que eu estou querendo fazer esmaecer? Ou misturar com o fundo? E poderia escrever quinhentas (mais quinhentas e dez) horas sobre esse meu processo. Mas não é essa a ideia da escrita de hoje.

Nunca liguei muito pra psicanálise ao longo dos anos de graduação. Piração demais pra mim, esse negócio de alucinar com o seio materno, seio bom, seio mau, foraclusão do nome do pai. E de repente, como quem Fecha Gestalt ou tem um Insight, percebi que é tudo* da ordem do simbólico.

Coisa interessante!

Só que nem sempre é fácil perceber as conexões entre esse mundo de símbolos, signos e stuff (que pra mim é onde se travam os diálogos entre o inconsciente e o consciente) e o mundo real, causando certa dificuldade de auto-percepção e promoção de mudanças. Provavelmente estão ocorrendo erros teóricos nesse texto, início de reflexão sobre a bagaça que eu - de certa forma - rechacei ao longo dos anos; mas se há a necessidade de pensar sobre, porque não? Louco, rechaçar e buscar são dois lados de um mesmo processo. Bem psicanalítico mesmo.

A arte trabalha muito com as simbologias, com o que se fala por meio das linhas, cores, formas. A energia investida num processo de criação vem de algum lugar desconhecido, de um eu do artista que fala com linguagem diferente que, por mais que a razão procure métodos de tradução, tem um certo quê de incompreensível.

É massa procurar significados para as coisas simbólicas e artísticas. Só que chega em um ponto que aquele simbolo que para você era W, pra mim é V e pronto. Porque encontra a minha subjetividade, coisa tão inconfundivelmente única que aceita diálogo e não imposições. O que eu compreendo, você não, afinal nem a própria razão é igual pra todo mundo, já que fading pode ser:

1 desvanecimento, desaparecimento gradual. 2 Radiovariação do volume. • adj 1 passageiro, transitório, efêmero. 2 que murcha, definha ou desbota. (Michaelis)

... e não somente esmaecer.


Só pra deixar registrado, caso eu mude de novo...


*sendo reducionista, I know.

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remexe ae...