A questão do apaixonar-se pelo que se faz é contraditória. Ah, assim é o amor. Ora quer grudar, ora quer explodir.
Sinto-me assim em relação à dança e ao professorado. Escrever sobre meu trabalho traz, obviamente, a mesma contradição. Em certo momento, dá mesmo é vontade de mandar tudo para as cucuias, deixar para lá, não pegar o título (e daí, é só mais um título) e pronto. Dá vontade de falar "beijos" para as mães grosseiras, para as crianças em segundas calorentas e para as chefes que tolhem meu serviço.
Mas, e tudo que vem depois do mas é mais importante, meu trabalho trata de quem sou. Dos meus ideais, daquilo que sinto e transmito. É assim mesmo, dias de chuva, dias de sol.
Como é a vida.
Tomo uma água, um chá, e volto a escrever, dar aula, atender às mães, confrontar as chefas, e dançar - que devia vir primeiro, mas anda em último, para a minha tristeza.
São fases.
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remexe ae...