domingo, 25 de agosto de 2013

Sobre um passado litôraneo

Podiam ser quaisquer novos amantes em teus bancos
Mas éramos nós das duas às cinco da madrugada
como se nos intimidássemos pelas câmeras da orla
como se sobrasse coragem ao embrenharmos pelos veios das árvores

Eram palmeiras imperiais aquelas da beira da praia
Podiam ser chapéus de sol sob a noite nublada
E as barracas onde escondíamos nosso amor interminável
Apenas cúmplices dos beijos e dos sonhos trocados

Nunca fora aquela areia, entretanto,
Espectadora de outro casal tão apaixonado
Podiam ser quaisquer novos amantes
Mas nenhum como eu e meu [já esquecido amado]



[inspiração inicial pela foto do face de Santos. Depois pelas memórias remexidas no aquário]

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remexe ae...