sábado, 25 de janeiro de 2014

Mais um, menos outro

Não vale uma rima da minha poesia
Mas tua beleza se espalha como erva daninha
Nesse tomar de corpo queima, arde e inebria

Nada compara a tua presença
Afeta a alma, o afeto, a estranha querelância de te ter por perto...
Extinguir de alegria é a falta que faz

Como se olhos fossem imãs a prender atenção
Usa de todo seu ser pra ter todas na mão
É tão fugaz!

Controle que expressa seu corpo sagaz
Belo, belíssimo, presença no estar

E sem choro nem vela
Parte estrofe, coração e cancela
Indo embora para não mais voltar
E eu, confiante e esperta
Caída por tantas paixões tão mais belas
Senti a falta do claro teu olhar
Não fosse a solidão tristeza a atormentar, era forte
Mas tu tao galante não pude evitar...

Se fosse mesmo esperta
Menos artista, mais racional
Fechava a porta entreaberta
E voltava a minha vida normal...

Mas o novo, o intenso e o desejo
Me torturam, esperança de ter ao menos um tempo
Com teus lábios carnudos que esquentam
Ao entreabrir de graça cruzando o olhar

Não vale nem uma rima de poesia
Mas uns instantes com tua pele, nao posso negar que queria...

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remexe ae...