segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Des Abends, der nacht

Guardo mais consciência da liquidez das coisas
não sei se chamo mesmo consciência
um jeito novo e meio velho de enxergar a vida
ou o fechar de olhos e abrir
destapamento inconsciente de poros e veias
ou só um escape de deixa-la fluir

Guardo, aquieto ou desfaço
imprimo em letras um sofrimento que não pode ser acessado
nem ao menos pelo esquecimento
fingindo ser o texto um poema
encadeado de ideias, pulo linhas
para baixo, como as vezes tudo parece correr

outra estrofe e me sinto melancólica
são as noites que me congelam com seu frescor
essa pureza toda que fingimos existir
é que é na noite que estamos mais vulneráveis
no cansaço e na tentativa frustrada de curar a dor do dia
todo dia, toda noite

derreto-me
liquefaço-me
escorro entre as pernas
sem gozar de nada
a vida






https://www.youtube.com/watch?v=5Jb-iHPz3tk#t=66

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remexe ae...