Não posso me conformar que na era de tanta ligeireza tecnológica possa ter me perdido da saia rodada e da flor de cabelo mais lindas que vi no carnaval. É mais ou menos como se fosse 1700, dançássemos na corte uma coreografia pré-moldada e meus acessórios fossem embora na correria, família toda, antes da 12° batida da meia noite. Logo eu e meu smartphone de última geração, GPS atualizado e internet ilimitada. Duas câmeras, dois chips, três redes sociais (foto, mini-blog e outra mais completa, todas muito na moda), três aplicativos de mensagens instantâneas, um aplicativo de vídeo, um de email, outro de compras aéreas, aliás, vários de compra virtual de todo tipo de coisa, até dois aplicativos de relacionamento virtual. Tudo para me conectar. Acho que a graça da vida está na conexão, especialmente entre as pessoas, e eu tinha tudo na palma da minha mão. Notas, calendário, as músicas que fui ouvindo até chegar no bloco, vídeos dos amigos virando algumas doses, fotos das belezas naturais pelo caminho.
Meu smartphone só não tinha bateria. E o smartbrain não tinha uma caneta. A flor e a saia voaram feito passarinho, e valia ter nas mãos; se foram para sempre, perdidas na 4° ou 5° badalada do relógio da Consolação. Me pergunto se foi mesmo real...
arte, cultura, baboseiras, relíquias por aí. saber o que é não importa, só é preciso mexer.
terça-feira, 4 de março de 2014
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Frenético - Intenso
Tomei muito café e agora preciso de um cigarro pra me
acalmar. Não é uma droga de mundo? E quando você fala a verdade, as pessoas
preferem tampar o ouvido, “me conte uma história de ninar, quero descansar”. As
verdades são tão indeléveis, tão profundas, rasgam a gente em dois, antes e
depois, e viramos um cristal quebrado. Como é sensível esse mundo do tocável.
Como são sensíveis as pessoas que fingem não existir o sofrimento do outro.
Como é estranho.
É uma droga de mundo e o MEU cigarro é o problema. Na minha
casa, ao lado da cama que ocupo sozinha, acalmando meus nervos, o cigarro é o
problema. Dos outros. Botam umas gentes morrendo na capa pra que eu me
sensibilize, mas a gente finge não existir o sofrimento do outro. Eu vejo meu
prazer. Subindo pelas minhas pernas, me aquecendo as noites frias e as quentes
e as de chuva também. Molhando. Mas também não pode, é pecado, você jovem,
velha, barriguda, saradinha, casada, carente, solteira, feliz, donzela ou
atriz.
O propósito de isso tudo é que não há propósito algum além
de falar e falar sobre aquilo que deixo calar tantas vezes. Já disse que tomei
café demais, amanhã vai ser difícil acordar e perceber que nada mudou. Volto à
rotina como se não houvesse falado nada. Esses desatinos solitários refratam a
luz em tantos ângulos que físico nenhum podia suportar. Nem o meu próprio, esse
tanto cigarro, e se eu morrer vai ser porque eu quis. Ora, mentira, todo mundo
morre. Querendo ou não. Se é o destino, que eu encare a verdade com três doses
de tequila em uma mão só, equilibrando aquilo que consigo na vida. Parece não
fazer sentido, mas faz, basta ver quanta coisa a gente carrega nos ombros antes
de empacotar. Pra NADA. Pra dizer que pode.
Quando a gente larga tudo, aí é depressão. Porque nem se
encher o saco nos permitem mais. Ninguém quer ver a verdade, mas os poetas,
médicos e jornalistas jogam na nossa cara o tempo todo que é ela a importante.
Queria ver se quem faz o discurso usasse daquilo que diz. A verdade é outra
droga, mas é uma droga que se faz para vender. Eu compro a sua e você compra
a minha, sabe? E por fim, ela nem existe mesmo, a gente inventa, e se inventa
não pode ser verdade. Não absoluta. Não há absoluto. Há Absolut. Umas boas
quatro doses, é mais fraca que a tequila.
Ou eu que sou fraca. Essa coisa toda tá me endoidando,
acabou meu cigarro e a paz.
Bom pra entrar nessa semana cuidando mais do físico. Me
masturbo menos, quem sabe encontro um verdadeiro amor. Alguém que me venda
carinho e afeto, qualquer droga que alimente.
É uma merda esse mundo.
Beijos, fui comprar um livro de dormir.
Vee
Cabelos louros sob a tez macia
Charming
Escapa o verde de um olho entre
as mechas
Sexy
Encara os seus fixamente
Horny
Despindo-lhe com uma vontade que
não intimida
Invites
A hand under your dress
Sobe
Beautiful body showing your fears
Entra
Mess up your life, clothes and hair
Toma
Deligthful words with tender lies
Cospe
Plasticidade de escritos
incompreensíveis
Breath taking
Falas tão baixas que não pode
ouvir
Dirty
Cabeça para baixo, quem está por
cima?
Silky
Morde seus lábios fora de
esquadro
Desire
Aganist the sweated skin a wall
Pulsa
Back and forth all over again
Repete
Find the means to provide what it wants
Geme
Go with the flow to end up your being
Restringe
Voyeur ao horizonte escorre na
sacada
Melting
Faz samba na alma, reboliço
intento
Poison ivy
Entremeios de imagens, sombras e
metades
Madly
Gentilmente ferve o ressoar por
dentro
Leaves
Cabelos louros sob a tez macia
Escapa o verde de um olho entre
as mechas
Encara os seus fixamente
Despindo-lhe com uma vontade que
não intimida
Sobe
Entra
Toma
Cospe
Plasticidade de escritos
incompreensíveis
Falas tão baixas que não pode
ouvir
Cabeça para baixo, quem está por
cima?
Morde seus lábios fora de
esquadro
Pulsa
Repete
Geme
Restringe
Voyeur ao horizonte escorre na
sacada
Faz samba na alma, reboliço
intento
Entremeios de imagens, sombras e
metades
Gentilmente ferve o ressoar por
dentro
Charming
Sexy
Horny
Invites
A hand under your dress
Beautiful body showing your fears
Mess up your life, clothes and hair
Deligthful words with tender lies
Breath taking
Dirty
Silky
Desire
Aganist the sweated skin a wall
Back and forth all over again
Find the means to provide what it wants
Go with the flow to end up your being
Melting
Poison ivy
Madly
Leavesquinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Inusitado
Desejo dispara o coração
Atiça a ansiedade
Larga a perna bamba a envolver teus quadris a pulsar
Define certa tensão entre os dois
O que estava perto, era dado
Mão sobre os olhos escondendo o que vem depois...
Atiça a ansiedade
Larga a perna bamba a envolver teus quadris a pulsar
Define certa tensão entre os dois
O que estava perto, era dado
Mão sobre os olhos escondendo o que vem depois...
sábado, 25 de janeiro de 2014
Mais um, menos outro
Não vale uma rima da minha poesia
Mas tua beleza se espalha como erva daninha
Nesse tomar de corpo queima, arde e inebria
Nada compara a tua presença
Afeta a alma, o afeto, a estranha querelância de te ter por perto...
Extinguir de alegria é a falta que faz
Como se olhos fossem imãs a prender atenção
Usa de todo seu ser pra ter todas na mão
É tão fugaz!
Controle que expressa seu corpo sagaz
Belo, belíssimo, presença no estar
E sem choro nem vela
Parte estrofe, coração e cancela
Indo embora para não mais voltar
E eu, confiante e esperta
Caída por tantas paixões tão mais belas
Senti a falta do claro teu olhar
Não fosse a solidão tristeza a atormentar, era forte
Mas tu tao galante não pude evitar...
Se fosse mesmo esperta
Menos artista, mais racional
Fechava a porta entreaberta
E voltava a minha vida normal...
Mas o novo, o intenso e o desejo
Me torturam, esperança de ter ao menos um tempo
Com teus lábios carnudos que esquentam
Ao entreabrir de graça cruzando o olhar
Não vale nem uma rima de poesia
Mas uns instantes com tua pele, nao posso negar que queria...
Mas tua beleza se espalha como erva daninha
Nesse tomar de corpo queima, arde e inebria
Nada compara a tua presença
Afeta a alma, o afeto, a estranha querelância de te ter por perto...
Extinguir de alegria é a falta que faz
Como se olhos fossem imãs a prender atenção
Usa de todo seu ser pra ter todas na mão
É tão fugaz!
Controle que expressa seu corpo sagaz
Belo, belíssimo, presença no estar
E sem choro nem vela
Parte estrofe, coração e cancela
Indo embora para não mais voltar
E eu, confiante e esperta
Caída por tantas paixões tão mais belas
Senti a falta do claro teu olhar
Não fosse a solidão tristeza a atormentar, era forte
Mas tu tao galante não pude evitar...
Se fosse mesmo esperta
Menos artista, mais racional
Fechava a porta entreaberta
E voltava a minha vida normal...
Mas o novo, o intenso e o desejo
Me torturam, esperança de ter ao menos um tempo
Com teus lábios carnudos que esquentam
Ao entreabrir de graça cruzando o olhar
Não vale nem uma rima de poesia
Mas uns instantes com tua pele, nao posso negar que queria...
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Férias
O sal da água poderia disfarçar as lágrimas, mas nem toda a imensidão do mar é suficiente para levar embora aquilo que foi necessário viver... E é com essa consciência que deixo o peso da vida no oceano, guardando toda a sublime sensação da maré cheia a me navegar...
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Repente de poesia fria
Sob os ventos, os cabelos novamente voam
À espreita da chuva a voltar
O gelado no rosto e nas mãos
É a poética trazida ao altar
Revoltas as folhas que caem
Neste frio acabar de setembro
Primavera esperada não chega
Outono que findo recolhe o intento
Tantas flores perdidas
Salpicam o chão, sinos de vento
Tanta santa estrela esquecida
Sobre o peso das nuvens do tempo
Visita da dor e da morte
Neblina levando a boiada
Cada sopro arrastando era forte
Passos gélidos, escorregadia estrada
Foi-se vida pairando o norte
A felicidade na madrugada parada
*pequena nota: veio rompante de choro na rua escura e vazia. Vento que faz a gente sentar e pensar sobre a vida e sua finitude, sobre o amor que se vai mas é eterno, sobre a saudade que fica quando o destino final é mais forte que o querer estar sempre por perto. Para meu avô.
À espreita da chuva a voltar
O gelado no rosto e nas mãos
É a poética trazida ao altar
Revoltas as folhas que caem
Neste frio acabar de setembro
Primavera esperada não chega
Outono que findo recolhe o intento
Tantas flores perdidas
Salpicam o chão, sinos de vento
Tanta santa estrela esquecida
Sobre o peso das nuvens do tempo
Visita da dor e da morte
Neblina levando a boiada
Cada sopro arrastando era forte
Passos gélidos, escorregadia estrada
Foi-se vida pairando o norte
A felicidade na madrugada parada
*pequena nota: veio rompante de choro na rua escura e vazia. Vento que faz a gente sentar e pensar sobre a vida e sua finitude, sobre o amor que se vai mas é eterno, sobre a saudade que fica quando o destino final é mais forte que o querer estar sempre por perto. Para meu avô.
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